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O harness próprio pros agentes de programação

O harness próprio pros agentes de programação

Na terça o Gergely Orosz publicou o resumo da palestra principal dele no LDX3, em Nova York, e cita empresas que construíram o próprio harness pros agentes de programação. A Stripe tem o Minions, a Uber o Minion, a Shopify o River, a Ramp o Inspect e a Block o Goose.

Harness é tudo o que fica em volta do modelo, ou seja, as ferramentas que o agente pode usar, onde ele roda e como o que ele entrega é conferido antes de chegar em produção. Em agosto o Gergely tinha perguntado nas redes se dá pra ser uma empresa de tecnologia séria sem ter o seu. Ele diz que a maioria das empresas de porte médio pra cima já tem.

Aqui na Mesa a gente também construiu o nosso, o Mesa Studio, que o time de engenharia usa todo dia. Ele conduz o ciclo inteiro de desenvolvimento, da ideia na issue, no Jira ou no Linear, até a entrega do PR no GitHub, com agentes cuidando da construção, do QA e da UX, e uma pessoa aprovando nos pontos críticos. Os agentes são criados dentro da própria plataforma, cada um com as suas ferramentas e skills, e rodam em mais de 15 runners, como Claude Code, Codex, Cursor e Gemini, com modelos de vários provedores do mercado.

O Studio roda em cima do Mesa OS, que é a plataforma que a gente construiu pra que tanto a Mesa quanto outras empresas possam usar IA no dia a dia, com a LGPD como premissa. Identidade, governança, auditoria, roteamento entre modelos e controle de custo ficam numa camada só. Em cima dela rodam dois verticais, um de conhecimento, com chat, bases de conhecimento e mais de 30 conectores de dados, e o próprio Studio. A gente já usa o Mesa OS com alguns clientes. Eu escrevo código no Mesa OS e no Studio quase todo dia, boa parte em coautoria com agentes.

Na palestra, a plateia reagiu forte a uma frase que ele ouviu de um engenheiro de uma startup de porte médio, de que todo mundo finge que faz revisão de código. O mesmo engenheiro contou que, com o volume de mudanças, o pessoal acaba carimbando tudo com LGTM, o "ok" de quem revisa. No mês passado escrevi aqui que ainda não tinha definido com clareza uma abordagem pra revisão de código, e uma parte da resposta já está no nosso processo.

Uma issue só fica "pronta" quando o "usuário" consegue realizar a ação esperada no navegador, ou no dispositivo, e ver o resultado. Essa conferência também é feita com ajuda de agentes. E não entra código em produção se o teste não veio antes. Um gate agêntico bloqueia o PR quando o commit do teste não é o primeiro.

É esperado que Anthropic, OpenAI e outros fornecedores comecem a disputar esse espaço com os próprios agentes de programação na nuvem. Mesmo assim a gente segue com o nosso. O nosso harness troca de provedor sozinho e não prende a Mesa a um fornecedor. Governança e controle de custo já ficam no próprio Mesa OS, e por causa da LGPD a auditoria, onde os dados ficam e as regras de uso continuam na nossa mão. E o Studio faz os agentes trabalharem do nosso jeito, com as etapas e as aprovações que a gente definiu.

Puxe uma cadeira.

Conte o desafio do seu negócio. A gente começa por ele.

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